dudamasceno:

Tá aí! Domingo com pelo menos um desenho feito.

dudamasceno:

Tá aí! Domingo com pelo menos um desenho feito.

(Source: lvloonlight, via kateordie)

dudamasceno:

Desenhar domingo é tenso.

dudamasceno:

Desenhar domingo é tenso.

Como não vou poder ir à sessão de autógrafos que o Vitor vai fazer amanhã, escrevi um review de Valente — para o que der e vier. Senta aí que eu escrevo um bocado.
VALENTE - PARA O QUE DER E VIER
Imagino que todos os leitores que se deixam levar pelas histórias criadas por Vitor Cafaggi em VALENTE pensam a mesma coisa: “Valente é a minha história”. E todos estão corretos, de certa maneira. Como diz Luciana Cafaggi no prefácio do primeiro volume das coletâneas de tiras (Valente – para sempre, Panini, 2013, R$15,00): “somos todos Valente”. Valente, ao mesmo tempo, é uma universal e fundamentalmente a história de Vitor Cafaggi que, ao falar de sua aldeia, fala do mundo, como diz o velho ditado.
A mágica de Valente reside na absoluta naturalidade com a qual trata os sentimentos dos personagens, especialmente os do personagem principal. Há também, claro, o traço delicado e eficiente do Vitor, os diálogos críveis (algo muito mais difícil de conseguir do que pode parecer), elenco de apoio que mistura doses iguais de reconhecimento e estranheza, tudo isso encapsulado em uma atmosfera envolvente de empatia que transborda das tiras. Valente convida à sua leitura porque estamos entre amigos ali. Ainda assim, acredito que o centro da coisa toda é a sensibilidade presente em cada traço, em cada tira e em cada relacionamento inter personagens. Por isso é tão comum que pessoas tão diferentes entre si se vejam representadas nas histórias. Valente, o personagem, encerra em si um arquétipo de vulnerabilidade raro em protagonistas de histórias ocidentais. Ele não é um herói, mas ele quer ser. E quem entre nós também não quer? Somos, afinal, todos nós, heróis tão bons quanto conseguimos ser de nossas próprias vidas. Valente é isso traduzido em narrativa. No relacionamos com ele porque, de volta à frase da Lu já referenciada, somos ele. Aberta ou secretamente, cada um de nós é Valente.
O quarto livro da saga, Valente – para o que der e vier (Panini, 2014, R$15,00), lançado durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, continua com essa forte característica de representação emocional coletiva. Vitor segue, aparentemente sem esforço – o que, tenho certeza, significa uma carga de esforço bem grande – o ritmo entre tiras que contam parte da “mitologia” de Valente (composta principalmente pelos seus relacionamentos amorosos) e tiras que funcionam como clássicas piadas contidas em si mesmas. É uma metodologia de produção que espelha aquelas de séries de TV como as produzidas por Damon Lindelof, por exemplo, onde episódios que contam segredos da vida dos personagens são costurados com aqueles que avançam a história geral que está sendo contada. Assim, temos neste quarto volume tiras de RPG e de “esportes”, com outras focadas nas desventuras amorosas de Valente e de seus amigos. Tudo isso entrelaçado com referências a filmes adolescentes, a Rocky Balboa e, neste livro específico, a Windsor McKay e à A Mentira, filme de Will Gluck de 2010, que se alimenta muito daquele espírito dos filmes adolescentes da década de 80. O recheio de referências à cultura pop sempre foi constante em Valente, mas este quarto volume pesa um pouco a mais a mão em RPGs e clássicos jogos do gênero. Difícil dizer se esta característica é desagregadora para quem não joga ou nunca jogou uma partida de Dungeons & Dragons, uma vez que RPGs já ultrapassaram há muito a barreira de entretenimento de nicho. Ainda assim, vejo que várias referências utilizadas por Cafaggi em “para o que der e vier” podem parecer estranhas para alguns leitores. Nada que tire a força da história ou mesmo das tiras mais RPGistas, tendo em vista que Vitor tem a inteligência de trazer as histórias para o “mundo real” e fazer desta a parte relacionável das piadas.
 Aliás, a inteligência do autor está impregnada nas páginas de Valente – para o que der e vier. Para quem faz quadrinhos, é impossível desassociar a página pronta do processo e é um prazer especial perceber o trabalho de Vitor na construção do universo valentiano. Do cuidado com os cenários, que variam entre nada mais que o padrão de um banco de praça até uma multidão que se pega durante uma festa universitária, Vitor constrói sua história com a propriedade de quem tem o que dizer e o diz utilizando as possibilidades que os quadrinhos em tiras disponibilizam. Este conhecimento técnico não restringe o autor, nem tão pouco Vitor o tensiona. Há uma simbiose entre o que se quer contar e o espaço que a tira permite. Simbiose esta que foi se aperfeiçoando ao longo dos volumes, o que é evidenciado principalmente pelo uso e posicionamento cada vez melhor dos balões de fala.
Tal aperfeiçoamento fica evidente também na melhora de Vitor como desenhista. O que já era bom, tem ficado ainda melhor. É como se a corrida de Valente para o ônibus do livro anterior fosse um ponto de virada não só para o personagem, como também para o seu desenhista, que no quarto livro abusa das já magníficas expressões faciais, associada agora a uma mais ampla rotação dos personagens, ao uso de tons mais dramáticos (algo que a própria história aqui demanda, é verdade) e à composição de novos (ainda que – pelo menos por enquanto – efêmeros) personagens.
Este mais recente volume da história de vida do pastor alemão mais querido do quadrinho nacional atual traz mais do que já gostamos, além de inovar em texto e imagens, solidificando o que os fãs já sabiam: somos nós que voamos com o Valente, com ou sem o jetpack do Rocketeer, para onde ele quiser nos levar – para o que der e vier.

Como não vou poder ir à sessão de autógrafos que o Vitor vai fazer amanhã, escrevi um review de Valente — para o que der e vier. Senta aí que eu escrevo um bocado.

VALENTE - PARA O QUE DER E VIER

Imagino que todos os leitores que se deixam levar pelas histórias criadas por Vitor Cafaggi em VALENTE pensam a mesma coisa: “Valente é a minha história”. E todos estão corretos, de certa maneira. Como diz Luciana Cafaggi no prefácio do primeiro volume das coletâneas de tiras (Valente – para sempre, Panini, 2013, R$15,00): “somos todos Valente”. Valente, ao mesmo tempo, é uma universal e fundamentalmente a história de Vitor Cafaggi que, ao falar de sua aldeia, fala do mundo, como diz o velho ditado.

A mágica de Valente reside na absoluta naturalidade com a qual trata os sentimentos dos personagens, especialmente os do personagem principal. Há também, claro, o traço delicado e eficiente do Vitor, os diálogos críveis (algo muito mais difícil de conseguir do que pode parecer), elenco de apoio que mistura doses iguais de reconhecimento e estranheza, tudo isso encapsulado em uma atmosfera envolvente de empatia que transborda das tiras. Valente convida à sua leitura porque estamos entre amigos ali. Ainda assim, acredito que o centro da coisa toda é a sensibilidade presente em cada traço, em cada tira e em cada relacionamento inter personagens. Por isso é tão comum que pessoas tão diferentes entre si se vejam representadas nas histórias. Valente, o personagem, encerra em si um arquétipo de vulnerabilidade raro em protagonistas de histórias ocidentais. Ele não é um herói, mas ele quer ser. E quem entre nós também não quer? Somos, afinal, todos nós, heróis tão bons quanto conseguimos ser de nossas próprias vidas. Valente é isso traduzido em narrativa. No relacionamos com ele porque, de volta à frase da Lu já referenciada, somos ele. Aberta ou secretamente, cada um de nós é Valente.

O quarto livro da saga, Valente – para o que der e vier (Panini, 2014, R$15,00), lançado durante a 23ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, continua com essa forte característica de representação emocional coletiva. Vitor segue, aparentemente sem esforço – o que, tenho certeza, significa uma carga de esforço bem grande – o ritmo entre tiras que contam parte da “mitologia” de Valente (composta principalmente pelos seus relacionamentos amorosos) e tiras que funcionam como clássicas piadas contidas em si mesmas. É uma metodologia de produção que espelha aquelas de séries de TV como as produzidas por Damon Lindelof, por exemplo, onde episódios que contam segredos da vida dos personagens são costurados com aqueles que avançam a história geral que está sendo contada. Assim, temos neste quarto volume tiras de RPG e de “esportes”, com outras focadas nas desventuras amorosas de Valente e de seus amigos. Tudo isso entrelaçado com referências a filmes adolescentes, a Rocky Balboa e, neste livro específico, a Windsor McKay e à A Mentira, filme de Will Gluck de 2010, que se alimenta muito daquele espírito dos filmes adolescentes da década de 80. O recheio de referências à cultura pop sempre foi constante em Valente, mas este quarto volume pesa um pouco a mais a mão em RPGs e clássicos jogos do gênero. Difícil dizer se esta característica é desagregadora para quem não joga ou nunca jogou uma partida de Dungeons & Dragons, uma vez que RPGs já ultrapassaram há muito a barreira de entretenimento de nicho. Ainda assim, vejo que várias referências utilizadas por Cafaggi em “para o que der e vier” podem parecer estranhas para alguns leitores. Nada que tire a força da história ou mesmo das tiras mais RPGistas, tendo em vista que Vitor tem a inteligência de trazer as histórias para o “mundo real” e fazer desta a parte relacionável das piadas.

 Aliás, a inteligência do autor está impregnada nas páginas de Valente – para o que der e vier. Para quem faz quadrinhos, é impossível desassociar a página pronta do processo e é um prazer especial perceber o trabalho de Vitor na construção do universo valentiano. Do cuidado com os cenários, que variam entre nada mais que o padrão de um banco de praça até uma multidão que se pega durante uma festa universitária, Vitor constrói sua história com a propriedade de quem tem o que dizer e o diz utilizando as possibilidades que os quadrinhos em tiras disponibilizam. Este conhecimento técnico não restringe o autor, nem tão pouco Vitor o tensiona. Há uma simbiose entre o que se quer contar e o espaço que a tira permite. Simbiose esta que foi se aperfeiçoando ao longo dos volumes, o que é evidenciado principalmente pelo uso e posicionamento cada vez melhor dos balões de fala.

Tal aperfeiçoamento fica evidente também na melhora de Vitor como desenhista. O que já era bom, tem ficado ainda melhor. É como se a corrida de Valente para o ônibus do livro anterior fosse um ponto de virada não só para o personagem, como também para o seu desenhista, que no quarto livro abusa das já magníficas expressões faciais, associada agora a uma mais ampla rotação dos personagens, ao uso de tons mais dramáticos (algo que a própria história aqui demanda, é verdade) e à composição de novos (ainda que – pelo menos por enquanto – efêmeros) personagens.

Este mais recente volume da história de vida do pastor alemão mais querido do quadrinho nacional atual traz mais do que já gostamos, além de inovar em texto e imagens, solidificando o que os fãs já sabiam: somos nós que voamos com o Valente, com ou sem o jetpack do Rocketeer, para onde ele quiser nos levar – para o que der e vier.

beckycloonan:

inkytasty:

typette:

djlegz:

sizvideos:

Video

Assassin’s Creed screams in the distance

someone write a youth fantasy novel about this damn thing

Oh….my…..give this to me now.

*heavy breathing*

dudamasceno:

Kiki no caderno!

dudamasceno:

Kiki no caderno!

prenudos:

#sketch_dailies #gandalf

prenudos:

#sketch_dailies #gandalf

Este é para o meu irmãozinho, que está trabalhando dobrado nestas últimas semanas.

Escuta quando for possível parar um pouquinho e respirar ares folk.

BattlePug Charge by RobbVision
sufferme:

I like dave grohl. I don’t like foo fighters… but I like dave grohl.

sufferme:

I like dave grohl. I don’t like foo fighters… but I like dave grohl.

(Source: guitawsome)

paulduffield:

nateswinehart:

Being good to each other is so important, guys.

I read that whilst listening to the ballad of Lady Shalott and it made it even better.

prenudos:

#digitalpainting #krita

prenudos:

#digitalpainting #krita

This is happening! warrenellis, @warrenellis

This is happening! warrenellis, @warrenellis